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Dicas valiosas para escolher a forrageira para a sua propriedade rural

A produção de carne bovina no Brasil é uma atividade que ocorre quase que exclusivamente de forma extensiva, ou seja, a engorda, cria ou recria do gado acontece, prioritariamente, por meio de forragens provindas das pastagens, sendo esta a principal fonte de alimentação do gado. Dessa forma, para gerar melhores resultados na pecuária, a escolha de uma forrageira é um processo fundamental.

Porém, essa decisão ainda deixa muitos produtores ansiosos e preocupados. Afinal, como acertar na escolha de uma forrageira? Acompanhe.

O que influencia na escolha de uma forrageira para a propriedade rural?

Para a escolha de uma forrageira, o produtor deve sempre considerar as características da sua propriedade rural, a atividade pecuária que exerce e se a pastagem será destinada à cria, recria, engorda ou simplesmente será plantada para ser ensilada (produzindo a silagem).  Generalizando, podemos dizer que cada atividade dentro da pecuária se comporta melhor com determinada variedade de pastagem.

Essa decisão inicial é muito importante, já que algumas espécies são bastante produtivas, porém mais exigentes em termos de manejo, se adequando melhor aos sistemas mais intensivos de produção. Outras, por sua vez, são historicamente mais rústicas, se comportando relativamente melhor em sistemas extensivos, manejadas em solos mais pobres e de topografia irregular. Há, também, aquelas espécies de pastagens mais tolerantes aos solos encharcados, indicadas para áreas de várzea úmida.

Dessa forma, a escolha de uma forrageira será guiada pelo potencial produtivo, persistência, capacidade de rebrotação após corte ou pastejo e, também, pelo seu valor nutritivo. O planejamento é essencial para guiar o produtor em todas suas tomadas de decisão subsequentes na formação desta pastagem.

Quais fatores considerar na formação da pastagem?

No processo de escolha de uma forrageira, existem outros cuidados essenciais para garantir o bom desenvolvimento do pasto.

Clima

As diferenças climáticas são uma particularidade dos biomas brasileiros, principalmente devido à extensão geográfica do país, de proporções continentais. Por esta razão, a observação de questões como temperatura, volume de chuva e o tempo de exposição solar na região são essenciais, isso porque as condições climáticas interferem diretamente no desempenho das mais variadas forrageiras e, principalmente, na produtividade das pastagens.

Veja um exemplo: as gramíneas forrageiras de clima tropical são mais adaptadas a regiões quentes e com disponibilidade maior de luz, como é o caso do Norte, Centro-Oeste e Sudeste. Nesses locais, são cultivadas, principalmente, as espécies do gênero Brachiaria (Brachiaria brizantha, Brachiaria decumbens e Brachiaria humidicola).

Já na região Sul, a recomendação é o uso de forrageiras perenes de verão, como as do gênero Pennisetum e Brachiaria, ou aquelas adaptadas aos invernos mais rigorosos (recorrentes na região), como cultivares de azevém, aveia e leguminosas, como o trevo.

Características do solo

Antes do plantio de qualquer cultura anual, o conhecimento do tipo de solo é essencial para a busca da produtividade, e o mesmo deve acontecer na escolha de uma forrageira.

É importante observar o tipo de solo (características físico-químicas) onde se pretende implantar a pastagem e se será possível adequar a fertilidade dele com a exigência da planta.

Época de plantio e qualidade da semente

O plantio da forrageira escolhida deve sempre coincidir com o início do período de chuvas na região da propriedade rural, e isso independe da variedade escolhida. Plantios tardios, ou seja, após a temporada de chuvas, normalmente, são uns dos principais problemas que frustram as expectativas dos produtores.

Outro fator importante é a qualidade da semente. Não são raras as vezes em que o produtor tem um ótimo solo, chuvas regulares e região plana, mas compra uma semente mais barata, com qualidade inferior. Neste sentido, o produtor deve ter em mente que a qualidade da semente é um ponto crucial. Afinal, o sucesso do plantio da forrageira depende, inicialmente, da boa qualidade das sementes.

Tão importante quanto a formação da pastagem é o manejo de manutenção

Nada adianta fazer a melhor formação da pastagem possível, se a manutenção da já formada não recebe a mesma atenção. O manejo de manutenção é muito importante e exerce grande influência no valor nutricional das gramíneas – isso porque, com o avanço dos meses, a planta acumula matéria seca, e, como consequência, provoca a queda do teor de proteína, com consequente aumento do  teor de fibra e redução da digestibilidade da forragem.

Esta perda de valor nutricional ocorre pelo “envelhecimento” da planta e devido ao acúmulo de colmos (hastes) que são mais fibrosos e de folhas mortas. A grande maioria dos animais em pastejo evita estes materiais, resultando em perdas de forragem e contribuindo para reduzir a eficácia de uso da mesma.

As recomendações de manejo adequadas para cada espécie visam solucionar este problema. A dica, neste sentido, é simples: uma vez feita a escolha de uma forrageira a ser plantada e o nível de intensificação que se deseja, o produtor deve continuar cuidando desta pastagem, buscando informações ou orientações de manejo, garantindo a produtividade por muito mais tempo.

Gostou do artigo? Ficou com alguma dúvida sobre os fatores que interferem na escolha de uma forrageira para a sua propriedade rural? Escreva pra gente pelos comentários e até a próxima. 

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