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Produzir carne sustentável é um caminho sem volta, afirma pesquisador

Fonte: O Presente Rural

O futuro da pecuária brasileira, os impactos da crise vivenciada pelo setor no início deste ano e organização da cadeia de valor, foram temas discutidos no painel “Desafios da pecuária brasileira e desenvolvimento sustentável”, durante evento em comemoração aos 10 anos do GTPS (Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável). O evento ocorre na etapa paulista da Intercorte 2017.

Participaram da mesa redonda o pesquisador do Centro de Pesquisas Econômicas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Cepea/Esalq), Sérgio De Zen, Luis Cornacchioni, da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), Cleber Soares, da Embrapa e Coriolano Xavier, do Núcleo de Estudos do Agronegócio da Escola Superior de Propaganda e Marketing.

Durante o debate, os palestrantes discutiram os impactos da crise vivenciada pela pecuária no início neste ano, em especial a imagem da carne brasileira no mercado internacional e a importância do relacionamento entre os elos da cadeia. “O setor vem em um processo de amadurecimento e consistência nos últimos 20 anos e que precisa ser separado dos problemas deste ano”, lembrou o pesquisador Sérgio De Zen.

Segundo ele, o futuro da pecuária brasileira é promissor e o envolvimento da sustentabilidade é um caminho sem volta. “A pecuária é um projeto de investimento. Nos últimos anos, por exemplo, o incremento da produtividade e o encurtamento no tempo de abate comprovam os avanços da cadeia de valor”, diz.

Desde 2000, a produção pecuária apresentou decréscimo de 12 a 15% na utilização de área de pastagem, enquanto o incremento de produtividade chegou a 230%. “Isso reforça a importância da adoção de tecnologia na pecuária, que também fortalece as discussões sobre sustentabilidade na cadeia de valor”, destacou Cleber Soares.

Para ele, atualmente, o principal gargalo do setor ainda é a organização da cadeia na busca pelo desenvolvimento sustentável, tornando “o GTPS é um instrumento fundamental nesse processo”.

O Grupo de Trabalho surgiu em 2007 como a primeira mesa redonda criada para discutir a produção de carne sustentável. O GTPS reúne representantes de todos os elos da cadeia de valor da pecuária bovina no Brasil. Estão representados o setor produtivo, as indústrias frigoríficas, empresas de insumos e serviços, instituições financeiras, varejos e entidades da sociedade civil.

Esse tipo de organização é fundamental para que todos os setores tenham conhecimento e possam ponderar sobre as melhores medidas adequadas para o avanço da pecuária sustentável. “Precisamos vender melhor nosso produto, temos um dos Códigos Florestais mais modernos e produtores engajados em produzir com responsabilidade”, ressalta Luis Cornacchioni, da Abag.

A história de 10 anos do GTPS comprova que “conseguimos produzir e avançar com a pecuária de forma consciente”, reforçou o presidente da Associação, Ruy Fachini Filho.

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