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Startups levam conhecimento brasileiro para o mundo

Fonte: O Globo

Fundada há quatro anos, a agritech BovControl desenvolveu um aplicativo que permite a produtores rurais, empresas e consumidores monitorar a carne e o leite para saber se a origem da produção é sustentável. A ferramenta permite que seja feito um inventário do gado, com o controle sanitário e nutricional dos animais, o que pode resultar em um manejo mais eficiente e no aumento da qualidade.

Hoje, além do Brasil, há usuários na América Latina, Estados Unidos, Europa, África, Ásia e Oceania. Para clientes como o GPA (Grupo Pão de Açúcar), é a forma de garantir que o produto vendido nas lojas não veio de uma área de desmatamento ou de terras indígenas, por exemplo. Em uma vila no interior da Nigéria, uma pequena cooperativa – sem acesso à internet e muito distante dos centros urbanos – encontrou na ferramenta uma forma de certificar seus animais para conseguir microcrédito.

O começo da internacionalização da BovControl aconteceu há três anos, quando o fundador Danilo Leão participou de uma missão da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) para o Vale do Silício. Há um ano e meio, veio a oportunidade de transferir o quartel-general da startup de São Paulo para San Francisco, onde Marcelo Murachovsky, executivo da empresa, ocupa um espaço em um coworking em parceria com a Apex-Brasil e aproveita a estrutura de relacionamento da agência para encontrar parceiros.

Neste momento, a startup negocia com um grupo de investidores estrangeiros um aporte de capital.

– Estar ao lado da Apex-Brasil abre muitas portas. É a forma de mostrarmos que temos um apoio importante do governo brasileiro e a seriedade do nosso trabalho – explica Murachovsky. Atualmente a BovControl tem cerca de 30 mil fazendas que utilizam sua solução e dessa forma têm condições de adotar melhores práticas de manejo, aumentar a produção e, acreditam Murachovsky e Leão, oferecer um produto a um preço mais baixo e a mais pessoas, diminuindo o número de famintos no mundo.

Contar com apoio, como aconteceu com a BovControl, pode significar a diferença entre prosperar à frente de um empreendimento, manter uma empresa circunscrita a um ambiente de negócios bem menor ou fazer parte das estatísticas que apontam para um alto índice de mortalidade entre as micro e pequenas empresas no Brasil. Mas conquistar esse apoio e ter o empurrão necessário para fazer uma startup decolar nem sempre é uma missão fácil. Afinal, como fazer parte de um clube que atrai a atenção dos investidores?

– Muitas empresas não têm acesso a capital e a oportunidade de adotar melhorias na gestão que poderiam vir com aportes de fundos de venture capital, por exemplo. Por outro lado, as empresas que investem em inovação ganham a chance de acesso a mercados mais sofisticados – explica Maria Luísa Cravo, gerente de Investimentos da Apex-Brasil.

xluisa_cravo_emalta-7-jpg-pagespeed-ic-8z-uwls23bMaria Luísa conta que tanto as startups quanto os investidores avançam no país – Thiago Vitale / Divulgação

O trabalho da Apex-Brasil de aproximação entre fundos de venture capital e as empresas brasileiras começou em 2008. Segundo Maria Luísa, tanto as startups quanto os investidores só avançam no país.

Nos últimos anos, o setor de venture capital e as atividades de empreendedorismo corporativo estão trajetória de crescimento no Brasil. De 2014 até agora, foram lançados no país 10 fundos de empreendedorismo corporativo. Há, atualmente, 50 fundos de capital de risco, cerca de 300 incubadoras, por volta de 40 aceleradoras e em torno de 7.000 startups.

Leia mais: https://oglobo.globo.com/economia/startups-levam-conhecimento-brasileiro-para-mundo-22092752#ixzz4zaZ4ubGo

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